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Cazuza  (Biografias) Inserido Tuesday 27 November 2007 02:57

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Cazuza

 

 

Há mais de uma década, o Brasil chorava a morte de Cazuza. Aquele garoto exagerado que chocara o país com suas letras provocativas, com a ironia à flor da pele, e que também mostrou toda sua sensibilidade em canções como "Todo Amor que Houver Nessa Vida", falecia vítima da AIDS no dia 7 de julho de 1990.

Era a primeira vez que todo o Brasil assistia a uma morte lenta como aquela. O símbolo sexual se tornar uma figura abatida e franzina, mas que nunca perdeu a vontade de viver. Só para se ter uma idéia da força de vontade do cantor, durante uma de suas crises em 89 - decorrentes da AIDS - Cazuza gravou em uma maca seu último trabalho, o álbum duplo "Burguesia".

Era com essa mesma vitalidade que o garoto Cazuza - apelido que significa moleque, no nordeste - escrevia seus poemas e ia correndo mostrar para avó. Só aos 23 anos ele percebeu que tudo aquilo que colocava no papel podia virar música. E foi assim, repentinamente, que se formou o Barão Vermelho.

O cantor Leo Jaime apresentou Cazuza aos ainda moleques Roberto Frejat (guitarra), Maurício Barros (teclados), Dé (baixo) e Guto Goffi (bateria). E mesmo contra a vontade do pai de Cazuza, João Araújo, - que era presidente da Som Livre na época - o Barão Vermelho gravou seu primeiro álbum.

O disco não emplacou logo de cara. Foi só quando Caetano Veloso incluiu no repertório de seu show, a música "Todo Amor que Houver Nessa Vida", de Cazuza e Frejat, que o Brasil todo conheceria o Barão Vermelho. O resto, como se diz por aí, é história.

Em 84, Cazuza se separou do Barão, para seguir carreira solo. A essa altura, já era conhecido por suas letras e admirado por grandes nomes da música brasileira. Daí para frente, fez todo tipo de música, de bossa nova como "Faz Parte do Meu Show", até blues.

Em 1987, recebeu a confirmação de que era soropositivo e passou dois meses hospitalizado em Boston, nos Estados Unidos, submetendo-se a tratamento com AZT. Melhor de saúde, em 1988, grava Ideologia e recebe o prêmio Sharp de música. Com esse álbum, vieram sucessos como "Brasil", "Faz Parte do Meu Show", "Boas Novas" e a faixa título.

Após sua morte, Cazuza não se calou. Sua palavras ecoaram através de inúmeros CDs tributo, gravados por famosos intérpretes da música brasileira, como Ney Matogrosso. Além disso, no ano passado, o musical "Cazas de Cazuza" de Rodrigo Pitta, mostrou ao Brasil as diversas faces do cantor através de suas músicas.

 

 

 

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